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Contax: atos mobilizam trabalhadores
Em reação à proposta ridícula apresentada
pela Contax na última rodada de negociação, o Sinttel/Rio
realizou, no dia 10, um ato defronte dos sites da empresa no estado:
Niterói, Alexandre Mackenzie, Beneditinos, Mayrink Veiga e Passeio
Público. Os Sinttels dos estados onde a Contax atua (Bahia,
Ceará, Distrito Federal, Minas, Pernambuco, Rio Grande do Sul
e São Paulo) também realizaram atos. Outra manifestação
nacional está marcada para esta quinta, 17 de julho, novamente
em frente às unidades da operadora. Na ocasião, o Sindicato
distribuirá pirulitos, numa alusão ao reajuste ínfimo
de sete centavos no auxílio alimentação, e fitas
pretas, que remetem ao luto. Por esse motivo, os trabalhadores deverão
trabalhar com roupas da mesma cor.
Fotos João Paulo Gondim
A Contax, que se gaba em ser a maior contratadora do país e a
segunda maior empresa na área de call center, quer congelar salários
e derreter benefícios dos trabalhadores. Entre tantas barbaridades
propostas, exige nota fiscal para pagar um auxílio creche de
100 reais e, como compensação pelo congelamento dos salários
e redução de benefícios, um abono indenizatório
de 180 reais, parcelado em três vezes, com 90 dias de intervalo
entre as parcelas.
O Sinttel prega a mobilização com paralisação
de todos os companheiros da empresa. Duas operadoras de telemarketing
do site de Niterói aproveitaram o ato do dia 10 para denunciar
o assédio que sofrem dos supervisores. De acordo com elas, são
obrigadas a aumentar diariamente a produtividade, sob pena de serem
mandadas embora da Contax. A alegação da eventual demissão
seria não se adequarem ao perfil da empresa.
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