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Trabalhadora é agredida dentro da Logictel
A vítima da vez é Cláudia Guimarães da Silva,
prestadora de serviços da Logictel, que, no último dia
5, foi agarrada de forma tão agressiva por uma funcionária
da área de RH, que ficou com hematomas no braço direito.
O caso foi registrado na 4ª DP (Central), onde Cláudia compareceu
acompanhada de Edna Sacramento, diretora do Departamento de Saúde
e Condições de Trabalho do Sinttel/Rio.
João Paulo Gondim
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A mancha roxa no braço, resultado da agressão
Trabalhando há um ano e meio na engenharia de projetos da empresa,
Cláudia foi demitida no dia 1º de agosto, sem aviso prévio
ou maiores explicações. Foi-me dito simplesmente
que eles queriam mexer no quadro de pessoal, conta. Cláudia
acrescenta uma informação que pode justificar sua saída.
Há cada vez mais estagiários substituindo profissionais
e auxiliares técnicos, revela.
Sofrendo de dores nas costas, Cláudia estava em tratamento para
curar uma hérnia de disco. A Logictel não aceitou o atestado
trazido pela trabalhadora e a encaminhou para um médico indicado
pela própria concessionária a fim de realmente comprovar
a enfermidade. Começava assim a via crucis da prestadora de serviços.
A Logictel só não contava com o diagnóstico de
seu médico de confiança, que também diagnosticou
hérnia de disco e pediu que a paciente fosse ao INSS. O
médico indicado pela Logictel disse na minha frente que iria
telefonar para a empresa, pedindo a minha readmissão, afirma
Cláudia. Para minha surpresa, gente da própria empresa
questionou a capacidade do médico que eles haviam me indicado,
relata.
PROPOSTA INDECENTE
No dia 4, a recém-demitida recebeu um telefonema de uma pessoa
do setor de RH da Logictel, que lhe pediu para comparecer no dia seguinte
ao prédio da Rua Santo Cristo. Cláudia atendeu ao chamado
e se escandalizou ao ouvir da funcionária do RH a proposta indecente.
A idéia era que ela assinasse um papel dizendo-se ciente de sua
demissão, logo após receber alta do INSS. Naturalmente,
Cláudia recusou-se a atestar seu desligamento ilegal e quis ir
embora do prédio. A funcionária do RH chamou dois seguranças
para impedir sua saída e agarrou o braço da trabalhadora
com brutalidade. Agredida, Cláudia só conseguiu sair da
empresa com a ajuda de colegas.
Ainda chocada, ela resume bem a violência a que foi submetida.
Essa é a forma de se tratar uma pessoa? Lá, o bagulho
é doido!, garante.
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