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JORNAL DO SINTTEL-RIO Nº 1.129 - De 13 a 19 de AGOSTO de 2008
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Trabalhadora é agredida dentro da Logictel

A vítima da vez é Cláudia Guimarães da Silva, prestadora de serviços da Logictel, que, no último dia 5, foi agarrada de forma tão agressiva por uma funcionária da área de RH, que ficou com hematomas no braço direito. O caso foi registrado na 4ª DP (Central), onde Cláudia compareceu acompanhada de Edna Sacramento, diretora do Departamento de Saúde e Condições de Trabalho do Sinttel/Rio.

João Paulo Gondim

A mancha roxa no braço, resultado da agressão

Trabalhando há um ano e meio na engenharia de projetos da empresa, Cláudia foi demitida no dia 1º de agosto, sem aviso prévio ou maiores explicações. “Foi-me dito simplesmente que eles queriam mexer no quadro de pessoal”, conta. Cláudia acrescenta uma informação que pode justificar sua saída. “Há cada vez mais estagiários substituindo profissionais e auxiliares técnicos”, revela.
Sofrendo de dores nas costas, Cláudia estava em tratamento para curar uma hérnia de disco. A Logictel não aceitou o atestado trazido pela trabalhadora e a encaminhou para um médico indicado pela própria concessionária a fim de realmente comprovar a enfermidade. Começava assim a via crucis da prestadora de serviços.
A Logictel só não contava com o diagnóstico de seu médico de confiança, que também diagnosticou hérnia de disco e pediu que a paciente fosse ao INSS. “O médico indicado pela Logictel disse na minha frente que iria telefonar para a empresa, pedindo a minha readmissão”, afirma Cláudia. “Para minha surpresa, gente da própria empresa questionou a capacidade do médico que eles haviam me indicado”, relata.

PROPOSTA INDECENTE
No dia 4, a recém-demitida recebeu um telefonema de uma pessoa do setor de RH da Logictel, que lhe pediu para comparecer no dia seguinte ao prédio da Rua Santo Cristo. Cláudia atendeu ao chamado e se escandalizou ao ouvir da funcionária do RH a proposta indecente. A idéia era que ela assinasse um papel dizendo-se ciente de sua demissão, logo após receber alta do INSS. Naturalmente, Cláudia recusou-se a atestar seu desligamento ilegal e quis ir embora do prédio. A funcionária do RH chamou dois seguranças para impedir sua saída e agarrou o braço da trabalhadora com brutalidade. Agredida, Cláudia só conseguiu sair da empresa com a ajuda de colegas.
Ainda chocada, ela resume bem a violência a que foi submetida. “Essa é a forma de se tratar uma pessoa? Lá, o bagulho é doido!”, garante.