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Novas mudanças
Dez anos após a privatização do Sistema Telebrás,
fortes mudanças estão em vias de alterar novamente o setor
de telecomunicações. São as revisões do
Plano Geral de Outorgas (PGO) e do Plano de Atualização
da Regulamentação das Telecomunicações (PGR),
cujas audiências públicas terminaram ontem, 29 de julho,
após 45 dias de consultas.
O novo PGO permite a compra da Brasil Telecom (BrT) pela Oi (ex-Telemar).
A fusão originará a supertele nacional, desbancando a
Embratel - hoje propriedade do magnata mexicano Carlos Slim -, do trono
de maior operadora nacional de longa distância. A nova operadora
atuará em 97% do território do país e servirá
a 140 millhões de brasileiros.
O projeto, no entanto, sofre previsíveis bombardeios.
Em parecer enviado no dia 28 de julho ao Ministério da Fazenda,
a Embratel condenou a fusão, alegando que as justificativas da
Oi para adquirir a BrT não possuem embasamento. Ainda no parecer,
a empresa de Carlos Slim acusou a ex-Telemar de fazer aritmética
torturada e de que as concessionárias envolvidas na fusão
concluíram a negociação já aguardando
a revogação da proibição legal.
A espanhola Telefônica adiantou que enviará protestos à
Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Os
mais afoitos e oportunistas -, diante do imbróglio envolvendo
o banqueiro Daniel Dantas, figura-chave da privatização
e guia da BrT, desejam desfazer o ato.
A criação da supertele genuinamente brasileira é
vital para o desenvolvimento tecnológico e estrategicamente fundamental
para a soberania do país.
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