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Um holofote
no túnel
O anúncio de que o PIB brasileiro cresceu 5,8% no primeiro trimestre
em comparação com igual período de 2007 é
para ser realmente comemorado. Não apenas porque é o melhor
desempenho da economia brasileira nos últimos 12 anos. Principalmente
porque esse crescimento, ao contrário do experimentado durante
o regime militar, não é apenas uma operação
aritmética que beneficiava a mesma minoria de sempre. O PIB de
hoje é a expressão real da melhoria de vida experimentada
por mais de 20 milhões de brasileiros que passaram a ter acesso
a bens e serviços que por muitas décadas foram inalcançáveis.
É a prova da inclusão dos mais pobres, dos historicamente
esquecidos.
O PIB (Produto Interno Bruto) é a soma total das riquezas geradas
pela indústria, agropecuária e setor de serviços.
Inclui também os gastos do governo, das empresas e das famílias.
Para o aumento do PIB contribuiu, especialmente, o aumento do consumo
das famílias. Não à-toa, foi a indústria
o setor da economia que apresentou o maior crescimento neste trimestre.
Graças ao aumento dos investimentos e do poder aquisitivo das
famílias de menor renda, há mais gente consumindo bens
de primeira necessidade e até o que pode ser considerado supérfluo.
Os brasileiros da chamada classe C têm sido os principais responsáveis
pelo incremento nas vendas de produtos eletrônicos e de informática
como aparelhos de DVD, câmeras digitais, computadores e, principalmente,
celulares.
De acordo com relatório Webshoppers, divulgado pela consultoria
E-bit em parceria com a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico,
a maior parte dos 2,5 milhões de novos compradores pela internet
fazem parte da classe C e têm renda entre R$ 726,26 e R$ 1.194,53.
Como disse o presidente Lula que cobrou uma comemoração
comedida dos ministros o país encontrou consigo
mesmo. O Brasil começou a perceber que se ele der certo, a América
do Sul vai dar certo, a América Latina vai dar certo. Mais
que qualquer outro brasileiro, os milhões de cidadãos
beneficiados pela diminuição do desemprego, o aumento
do salário mínimo, a Bolsa Família, o Luz para
Todos, o ProUni, programas que fizeram com que 80% da classe C chegasse
à classe B, têm certeza disso.
A DIRETORIA
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