Imprensa
|Notícia
Em 27/07/2010 às 21:07h
Trabalho escravo na Claro
Problemas prejudicam trabalhadores
O pessoal do NOC da Claro (Rua Voluntários da Pátria, 143, 6º andar), está trabalhando igual a escravo. Segundo as denúncias recebidas pelo Sinttel-Rio, todo mundo trabalha em plantão de 8 horas, quando o certo para quem trabalha nesse regime são 6 horas. E são quatro horários diferentes: o turno de manhã, o turno da tarde, o turno de madrugada e um turno intermediário, que a empresa inventou. De vez em quando, todo mundo tem que fazer o tal turno da madrugada.
Também não há definição sobre quantos dias na semana cada um vai trabalhar. Para cada trabalhador, o jeito é diferente. Mesmo sendo da mesma equipe, tem gente que trabalha três dias e folga um. E tem gente que trabalha seis dias e folga um. Como os trabalhadores ficam mudando de horário a cada dia, quem fica na madrugada se prejudica duplamente. No fim de semana é comum a pessoa entrar no sábado às dez da noite e sair no domingo às sete da manhã. Neste mesmo domingo ela entra de novo às dez da noite e sai na segunda sete da manhã. E nessa segunda em que saiu às sete da manhã, a empresa diz que o trabalhador está de folga!!! Uma piada de muito mau gosto. O Sindicato vai cobrar explicações.
Golpe no RCV
Em maio a Claro terceirizou o RCV, setor de back
office, e promoveu demissão em
massa. Os que sobreviveram foram alocados no atendimento de
fidelização. Como o clima entre os trabalhadores era de insatisfação e
insegurança, numa manobra para acalmá-los a gerente garantiu que todos seriam
promovidos a Assistente II, com melhores salários e as vantagens e benefícios
destinados ao novo cargo. Entre esses benefícios estaria o plano ligado
(celular funcional).
Pelo menos no que se refere ao plano ligado, a promessa da gerente não passou de enganação. Numa reunião dia 21, o diretor de clientes da Claro disse que a gerente havia se equivocado. Os trabalhadores se sentiram lesados e não é pra menos.
Falta de Luz
No dia 22, por volta das 16 horas faltou luz no
prédio da Claro (Mena Barreto). Nada funcionava e a energia dos geradores foi
suficiente para manter apenas os computadores funcionando. Mesmo no escuro, num
calor insuportável, a Claro manteve o pessoal da TMKT e da SPCOM trabalhando
sem as mínimas condições.
Informada da situação, a diretoria do Sindicato entrou em contato com a Claro Rio e a Claro nacional e cobrou a liberação do pessoal. Mas os Setores de RH do Rio e de São Paulo alegaram que o pessoal permaneceu trabalhando porque o gerador manteve o prédio funcionando, o que não é verdade. O Sindicato cobra mais atenção e respeito com os empregados, afinal, não é possível expor dezenas de trabalhadores ao perigo, a uma tragédia.
Elevador
Outro
problema que vem levando os trabalhadores da Claro Mena Barreto ao pânico são
os elevadores. Volta e meia, trabalhadores ficam presos e o problema já é
antigo. O Sindicato exige que a empresa tome medidas urgentes para corrigir
essas falhas. Não queremos que fatos como o que aconteceu há duas semanas na
Embratel, voltem a ocorrer pondo em risco a vida dos empregados.
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