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JORNAL DO SINTTEL-RIO Nº 1.112 - De 16 a 22 de ABRIL de 2008
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Sinttel/Rio
Seis décadas de luta


Originado da Associação Profissional dos Trabalhadores em Empresas Telefônicas, o Sinttel foi criado oficialmente no dia 1º de agosto de 1941, tendo como primeira presidente a telefonista Ângela da Costa Leite, funcionária da Companhia Telefônica Brasileira (CTB).
Entre as décadas de 40 e 60, apesar do controle do Departamento Nacional do Trabalho e da CTB que interferiam para eleger as diretorias do Sindicato, a oposição liderada por Ângela e Antonio Santana chegou a organizar duas greves por aumento geral de salários, uma em 1946 e outra em 1952.
Com o golpe de 1964 houve a intervenção do governo militar, quadro que mudou no final da década de 70 com as greves dos metalúrgicos do ABC que levaram à criação do “Novo Sindicalismo”.No Sinttel do Município do Rio de Janeiro, o movimento se manifestou com a formação de um grupo de oposição denominado “Força do Trabalhador Telefônico Sindicalista”.

A RETOMADA
Nas eleições de 1981, a chapa da oposição ficou em segundo lugar. Em 1984, oito chapas disputaram a direção do Sindicato, saindo vencedora a Chapa 6, encabeçada por Antonio Santana e contando com vários fundadores da Força do Trabalhador Telefônico, entre eles Gilberto Palmares, Francisco Izidoro, Luís Antonio, Marcello Miranda. Já no Sindicato dos Trabalhadores Telefônicos do Estado do Rio, que reunia os companheiros do interior do estado, o Novo Sindicalismo venceu as eleições de 1986 tendo na presidência Onofre de Souza Pereira. Nas eleições de 1987, o Novo Sindicalismo venceu as eleições numa chapa própria, encabeçada por José Adolar. Em 1990 nova vitória, com Gilberto Palmares na presidência, reeleito em 1993 com a Chapa já então denominada Trovão Azul, que venceu em 1996 com Francisco Izidoro e em 1999, com Luís Antônio.
A privatização do Sistema Telebrás, com a demissão em massa de trabalhadores, jogou o Sindicato numa grave crise financeira. No entanto, a exemplo do que diz o ditado, o movimento sindical verga mas não quebra. O Sinttel/Rio lutou e recuperou seu espaço. O resultado das eleições do dia 11 de abril prova que os trabalhadores continuam acreditando na sua entidade.

Atento discrimina cipeiros e sindicalistas
Trabalhava na Atento há 5 anos prestando serviços para a Vivo/RJ e fui desligada da empresa porque sou membro da Cipa.Tenho que deixar o Sindicato a par das perseguições e discriminações que acontecem dentro do setor de consultoria de relacionamentos da Vivo.
Fui alvo de discriminação e de vingança, pois há cerca de 15 dias uma funcionária passou mal e a supervisora sugeriu que a levassem ao hospital no carro de outro consultor.
Como presidente da Cipa, informei que tal procedimento seria incorreto, pois neste caso o funcionário deve ser encaminhado ao hospital em carro da empresa (brigada de incêndio, de táxi cadastrado ou ambulância). Todas essas informações foram completamente ignoradas e a funcionária foi conduzida ao hospital no carro de um colega.
Nem os cipeiros nem os representantes sindicais têm oportunidade dentro da empresa. Outro exemplo dessa discriminação é referente a um funcionário que por ser membro da Cipa foi impedido pela supervisora de ser promovido. Segundo ela mesma diz, os “estáveis” (forma com que nós somos tratados aqui), não podem ter oportunidade dentro da Atento, pois essa é uma política da Atento Brasil.
Kelly Cristina