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Sinttel/Rio
Seis décadas
de luta
Originado da Associação Profissional dos Trabalhadores
em Empresas Telefônicas, o Sinttel foi criado oficialmente no
dia 1º de agosto de 1941, tendo como primeira presidente a telefonista
Ângela da Costa Leite, funcionária da Companhia Telefônica
Brasileira (CTB).
Entre as décadas de 40 e 60, apesar do controle do Departamento
Nacional do Trabalho e da CTB que interferiam para eleger as diretorias
do Sindicato, a oposição liderada por Ângela e Antonio
Santana chegou a organizar duas greves por aumento geral de salários,
uma em 1946 e outra em 1952.
Com o golpe de 1964 houve a intervenção do governo militar,
quadro que mudou no final da década de 70 com as greves dos metalúrgicos
do ABC que levaram à criação do Novo Sindicalismo.No
Sinttel do Município do Rio de Janeiro, o movimento se manifestou
com a formação de um grupo de oposição denominado
Força do Trabalhador Telefônico Sindicalista.
A
RETOMADA
Nas eleições de 1981, a chapa da oposição
ficou em segundo lugar. Em 1984, oito chapas disputaram a direção
do Sindicato, saindo vencedora a Chapa 6, encabeçada por Antonio
Santana e contando com vários fundadores da Força do Trabalhador
Telefônico, entre eles Gilberto Palmares, Francisco Izidoro, Luís
Antonio, Marcello Miranda. Já no Sindicato dos Trabalhadores
Telefônicos do Estado do Rio, que reunia os companheiros do interior
do estado, o Novo Sindicalismo venceu as eleições de 1986
tendo na presidência Onofre de Souza Pereira. Nas eleições
de 1987, o Novo Sindicalismo venceu as eleições numa chapa
própria, encabeçada por José Adolar. Em 1990 nova
vitória, com Gilberto Palmares na presidência, reeleito
em 1993 com a Chapa já então denominada Trovão
Azul, que venceu em 1996 com Francisco Izidoro e em 1999, com Luís
Antônio.
A privatização do Sistema Telebrás, com a demissão
em massa de trabalhadores, jogou o Sindicato numa grave crise financeira.
No entanto, a exemplo do que diz o ditado, o movimento sindical verga
mas não quebra. O Sinttel/Rio lutou e recuperou seu espaço.
O resultado das eleições do dia 11 de abril prova que
os trabalhadores continuam acreditando na sua entidade.
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